Fragilidade, Teu Nome é Alegria: O Medo de Ser Feliz

Em determinado momento eu percebi que a depressão é simplesmente o medo de ser feliz. A gente pensa que a felicidade é tão frágil que não vale a pena lutar por ela. Afinal, é cansativo correr atrás de algo que o mundo pode te roubar tão facilmente. A questão é que você olha ao redor e vê gente sendo feliz, sentindo-se alegre. Qual o segredo delas? Muitas vezes são pessoas com menos instrução do que você. Menos condições financeiras, menos oportunidades na vida. Mas são mais felizes. E isso parece não fazer sentido.

A questão é que elas não tem medo de perder a alegria. De serem assaltadas, como você foi em algum momento da sua vida. Talvez você tenha medo de ser feliz, por ter tido a felicidade roubada de você tantas vezes antes, e parece que não vale mais a pena perseguir essa pequena conquista, facilmente maculada. E aí você começa a se fechar, a se proteger, mas não há nada dentro de você que precise de proteção, porque você está vazio, pois não quis nada. Você não tem nada, e protege exaustivamente o nada que existe dentro de você. E se tiver um pingo de paz o seu coração, você fica louco pra defender isso! Porque a vida te provou que isso pode e vai ser tirado de você, cedo ou tarde. Mas me diz, quem vai querer estar ao seu lado? Quem vai ter vontade (ou persistir na vontade) de acompanhar sua falta de ânimo. Quem vai querer estacionar a vida contigo e correr o risco de mofar ao seu lado, com tanta coisa boa acontecendo mais adiante, onde você não alcança? Provavelmente a única pessoa no mundo que enche o teu silêncio com esperança.

Mesmo que a vida tenha te ensinado a engolir a dor (com umas pílulas, pra digerir melhor) e segurar o choro, não deixe seu coração criar lodo. Aja externamente, crie circunstâncias e aproveite situações. Porque enquanto você deixa o medo te paralizar a vida, as pessoas vão seguir e você vai ficar cada vez mais solitário(a).

Dê um passo de cada vez, sem medo de tropeçar. Tenha coragem de caminhar, no seu tempo, no seu ritmo, e mesmo que o mundo lhe cobre uma velocidade maior ou um passo mais largo, que você possa apenas sorrir e acenar, mostrando involuntariamente que está no mundo à passeio, e que vai aproveitar cada momento desse pequeno instante de sua larga existência. Porque mesmo que sua consciência algum dia se dissipe, você vai sempre preencher um lugar na memória de alguém (se der sorte, vai ter também um lugarzinho especial no coração de uma pessoa amada). E se você não se importa com isso, saiba que pelo menor um lugar na terra, no ar ou no mar, seu corpo vai preencher. O fato é que você faz parte desse mundo e vai deixar marcas nele e nas pessoas. Que essas marcas sejam inspiração ou apenas boas lembranças, mas nunca cicatrizes na alma.

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